Perguntas Frequentes

Velórios x Religião

Os católicos velam seus mortos no máximo 24 horas, salvo exceções. Convém levar flores, pois significa honra ao morto e a família. Missas e rituais se seguem 7º, 30º dias, 1º ano… A presença ou ausência dos amigos é sempre notada.

Os judeus encaram a morte naturalmente e afirmam “O homem veio da terra e a ela deve retornar”, por isso em Israel, muitos sepultamentos são diretamente nos solos. Nada de flores. Para honrar o morto eles fazem o cavod (donativos) às entidades beneficentes, em seu nome, pois crêem que a caridade proporciona conforto a alma do falecido. Eles cumprem o ritual do keria (rasgo de oito centímetros da roupa na altura do peito) em sinal de luto, aos descendentes diretos. Na volta do enterro é costume não irem direto para casa, para despistar o “anjo da morte” e, comer algo doce para tirar o amargor do evento é primordial. Os caixões são simples e sempre iguais, como dizem ser os judeus, diante da morte.

Os evangélicos focam o velório no bem-estar emocional e espiritual da família e o caixão pode ser deixado sozinho. Importância maior é orar e confortar os vivos. Em alguns casos não se importam com cortejos. Não existem rituais após o enterro. Não existe a visita de pêsames.

Os espíritas dispensam flores, discursos e falas. Concentram-se em vibrações para ajudar o morto a libertar-se.

Os muçulmanos também não usam flores nem velas e cumprimentos somente depois de fechada a sepultura.

Os japoneses obrigatoriamente cumprimentam em primeiro lugar o chefe da família ou quem estiver em seu lugar. Levam doações nos envelopes com condolências e prestam longas vigílias ao corpo.

Quanto aos rituais budistas, esses duram 49 dias.

No Brasil, Japão e Europa, o preto é a cor do luto, privação da luz. Na China o branco, que evoca o silêncio e a paz. Na Tailândia, o roxo. No Irã, o azul. Na Síria, o azul celeste, cor do céu, para onde se deseja que os mortos partam. Na Índia e na África do Sul, o vermelho, cor do fogo, que consome os corpos. Cada povo com sua cultura.

O que fazer em uma circunstancia de óbito?

Apesar de difícil, manter a calma ainda é o melhor remédio;

  • Peça ajuda a alguém mais próximo;
  • Providencie os documentos da pessoa falecida;
  • Prepare um par de roupas, inclusive as íntimas. Dê preferência para blusas de mangas compridas e de gola fechada. Evite roupas apertadas ou extravagantes;
  • Providencie documentos da pessoa falecida e os da sepultura caso a família a tenha;
  • Acione uma empresa funerária séria. Evite algumas informações de portas de hospitais e afins em especial se partirem de “agentes” funerários (Na verdade, estes estão torcendo pela morte, pois recebem comissões ao indicarem as empresas). Faça pesquisas não só de preços, mas de produtos e acima de tudo da idoneidade empresarial;
  • Ao negociar os serviços, evite gastar além das suas possibilidades. Use sempre a razão, deixando as emoções para os momentos posteriores.
Como se comportar em um velório

Ao trajar-se use roupas decentes e discretas, dando preferência às de tons neutros e sem estampas;

– Evite usar jóias, principalmente à noite, pois as mesmas são alvo de marginais que nem velórios respeitam; Utilize o celular somente em último caso;

– Chegando ao local de velamento, procure os parentes do falecido (a); Em caso de não os conhecerem, identifique-os, apresente-se e diga que o(a) falecido(a) era teu(tua) amigo(a) e que sente por aquela partida;

– Não é obrigado a permanecer todo tempo no velório; Portanto se tiver que sair, despeça-se mas nunca prometa que vai estar pronto a ajudar em algo, pois pode não poder cumprir tal compromisso no dia da necessidade da família enlutada;

– Permanecendo no velório, procure manter-se calado(a) respeitando a dor da família; Piadas ou assuntos engraçados podem esperar por outra ocasião.

– Caso tenha no recinto um livro (ou folha ) de registro de presença, assine-o.

– Fumar provoca doenças, mas se fuma, evite que isso aconteça dentro desse ambiente de respeito;